Mundo de ficçãoIniciar sessãoEveline Rocha segurava a caneta com dedos trêmulos. O documento à sua frente carregava mais do que seu nome: era a sentença de um destino selado por ambição alheia. Casar-se com um homem que jamais vira, por um acordo que não escolheu. Seu pai, Júlio, e sua madrasta, Cláudia, a observavam em silêncio — satisfeitos como lobos diante da presa entregue. — Assine logo, Eveline. — Cláudia sorriu, o veneno escorrendo pelas palavras. — Você deveria agradecer pela oportunidade de salvar essa família. O cartório itinerante esperava. Do lado de fora, o carro enviado por Marcus Castelão já aguardava. Ela assinou! Eveline tinha 21 anos, um corpo que arrancava suspiros onde passava, embora jamais tivesse se permitido viver o amor ou o desejo. Ainda assim, naquele momento, sentia-se vazia. Como se algo em seu peito estivesse sendo arrancado junto com a sua liberdade. Ela levantou o rosto, encarou a madrasta com o mesmo deboche leve que sempre a incomodava. — Espero que ele me trate melhor do que vocês. E saiu.
Ler maisO quarto da suíte nupcial agora era um templo privado. A brisa do mar entrava suavemente pelas cortinas esvoaçantes, misturando-se ao perfume das pétalas sobre a cama. O corpo de Eveline, ainda úmido da banheira, exalava calor e desejo. Marcus a olhava como se quisesse gravar cada detalhe daquela noite na memória — e, de fato, queria. Ele se deitou sobre ela, com os cabelos ainda levemente molhados e o olhar aceso. Suas mãos deslizavam pela pele alva de Eveline, que estremecia sob cada carícia. — Eu esperei muito por isso — ele sussurrou, seus lábios quase encostando nos dela. — Esperei pela sua entrega... pelo seu olhar dizendo “eu voltei”. Eveline passou os dedos pelos cabelos dele, prendendo-o ali. — Eu voltei. E agora sou toda sua, Marcus. Sem reservas. Sem medo. Ele beijou-a com intensidade. A princípio, lento, como se a saboreasse. Depois, mais fundo, como se quisesse tomá-la para si de vez. O corpo de Eveline se arqueou debaixo dele, os seios tocando o peito nu dele, e
O céu já vestia seu manto noturno quando Marcus e Eveline chegaram à suíte nupcial do resort à beira-mar. O hotel cinco estrelas exalava luxo em cada detalhe — da recepção perfumada aos corredores silenciosos que conduziam ao andar mais alto. A suíte era um verdadeiro refúgio romântico: ampla, com varandas de frente para o mar, lençóis brancos como nuvens e uma banheira de hidromassagem estrategicamente posicionada sob um teto envidraçado com vista para as estrelas. Marcus abriu a porta do quarto com um leve empurrão, os olhos fixos em Eveline, como se ela fosse a única coisa que existia no mundo. A luz suave refletia na madeira polida do chão, criando um brilho quente e acolhedor. Sem dizer uma palavra, ele a pegou nos braços, como prometera a si mesmo fazer desde o dia em que ela disse “sim”. O vestido de noiva dela escorregava com leveza, quase como um sussurro, deixando um rastro de seda branca sobre o chão. Os cabelos castanhos estavam meio soltos, algumas mechas escapando do p
O sol filtrava-se por entre as copas das árvores da mansão Castelão, lançando feixes dourados sobre o gramado impecável. Era como se o dia inteiro tivesse sido escrito em função daquele momento. O jardim, transformado em um cenário de sonho, exalava perfume de lavanda, rosas brancas e jasmim. Ao fundo, um arco de flores silvestres contornava o altar, e as cadeiras elegantemente alinhadas estavam cobertas com tecidos marfim. Arranjos suspensos balançavam levemente com a brisa suave da manhã. Era como se até o vento soubesse que o amor seria celebrado ali.No andar de cima da mansão, Eveline estava quase pronta. Vestia-se com a ajuda de Clara e de Helena, que não conseguia conter as lágrimas ao ver a nora como uma verdadeira princesa. - Eu vou beber uma água com açúcar não posso fuçar emocionada de mas, eu volto já meninas.- Eve antes que eu esqueça olha isso! Uau amiga não me diga que vc está noiva? Clara mostrou para a amiga o anel de brilhante que Daniel deu para ela, quando a p
O sol da tarde banhava a mansão Castelão com tons dourados e suaves, refletindo nas janelas altas e no jardim cuidadosamente decorado. O cheiro de flores frescas preenchia o ar, enquanto os jardineiros finalizavam a montagem do altar ao ar livre. Cortinas de tule branco esvoaçavam com a brisa, ladeadas por arranjos de orquídeas, rosas e lavandas. Tudo estava sendo preparado para o que prometia ser um dos dias mais especiais na vida de Eveline e Marcus. Dentro da mansão, Clara ajudava Eveline no andar superior, no quarto sobre a cama, repousava o vestido de noiva que Eveline havia escolhido com os olhos brilhando de emoção. Era leve, rendado, com mangas delicadas e uma longa cauda que parecia flutuar. — Você vai deixar todos sem ar — disse Clara, ajeitando os últimos botões do corpete. — Principalmente o Marcus. Eveline riu, mas os olhos estavam marejados. Ela se virou, pegando as mãos da amiga. — Obrigada por tudo, Clara. Por estar aqui, por não me julgar quando nem eu sabia o qu
O fim de tarde chegava com tons dourados e um clima ameno. A mansão Avelar, decorada com velas suaves e flores brancas sobre a mesa de jantar, exalava uma atmosfera de expectativa e celebração. Clara, depois de revisar os últimos detalhes com Marta, subiu para se arrumar. Escolheu um vestido na cor off white de alças finas, discreto e elegante, que realçava sua silhueta com naturalidade. No andar de baixo, Daniel conversava com Beatriz e Lucas, que ajudavam Marta a dobrar os guardanapos e posicionar os lugares à mesa. Queria que as crianças participassem de tudo, pois aquele jantar não era apenas uma recepção — era uma declaração. Clara faria, em breve, parte daquela família, e era hora de todos a acolherem como tal. — Clara vai ficar ainda mais bonita hoje? — perguntou Beatriz, com os olhos grandes de curiosidade. — Vai, minha princesa — respondeu Daniel, sorrindo. — E vocês dois vão ajudá-la a se sentir ainda mais especial. Às 19h30, o carro trazendo os pais de Clara chegou. Ao
A clínica havia retomado sua rotina habitual, e a presença de Clara nos corredores — agora mais confiante, segura e com um brilho que vinha de dentro — parecia contagiar os pacientes e funcionários. Daniel, totalmente recuperado, estava de volta aos atendimentos, mais presente do que nunca, e sempre acompanhado de um olhar cúmplice trocado com ela entre um prontuário e outro.Clara sabia que a vida estava mudando — e que estava mudando para melhor.Naquela sexta-feira, Daniel a esperou no consultório depois do expediente. Vestia uma camisa azul clara, dobrada nos punhos, e um sorriso diferente, sereno, mas ansioso. Sobre a mesa, uma pequena caixa de veludo azul repousava discretamente ao lado de uma taça de vinho.Quando Clara entrou, ele se levantou.— Uau... — disse ela, sem esconder o encantamento ao ver a mesa posta, com flores, velas e aroma suave de lavanda no ar. — Você está aprontando alguma coisa, doutor Avelar?Daniel sorriu.— Estou celebrando... nós.Ela largou a bolsa em
Último capítulo