Nas garras do CEO - Livro 1

Nas garras do CEO - Livro 1PT

Romance
Última atualização: 2026-07-03
Lisa  Atualizado agora
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Resumo
Índice

ESTE LIVRO TÊM 3 HISTÓRIA. SEPARADAS ORGANIZADAMENTE PARA VOCÊ SABER QUANDO UMA TERMINA E OUTRA COMEÇA! LIVRO 1 DA SÉRIE - NAS GARRAS DELE! Thomas Morrone é um dos maiores CEOs de Londres, conhecido mundialmente. Após ser confrontado por seus sócios, Thomas precisa tomar uma atitude: se casar. Entre inúmeros pretendentes, Thomas mirou suas apostas em sua secretaria. Dedicada, gentil e esforçada. Mas após conviverem numa mesma casa, Isabella descobre coisas sobre Thomas que não estava preparada. E Thomas vê que diferente das outras pessoas, Isabella não se intimida. LIVRO 2 DA SÉRIE NAS GARRAS DELE! Depois de dois anos morando em outra cidade para estudar, Laura Swan volta para a casa de seu pai, mas logo seu pai chega com uma notícia para ela: eles vão passar o verão na fazenda do melhor amigo do pai dela. Sedutor, gentil e viúvo, Laura se vê atraída pelo grande fazendeiro Caleb Monretin. Vivem aventuras escondidas de seu pai, chega um momento em que eles devem decidir se vão acabar com sua relação ou tornar a público sua relação. TERCEIRO E ÚLTIMO LIVRO DA SÉRIE NAS GARRAS DELE! Após ser salva de um ataque brutal, Luna vê sua vida mudar para sempre quando descobre ser a companheira destinada de Kael, um Alfa temido até mesmo por outros lobos. Protetor, perigoso e incapaz de ficar longe dela, Kael fará qualquer coisa para mantê-la segura. Mas Luna guarda um segredo que desconhece. Um segredo escondido em seu sangue. E quando o Rei dos Vampiros decide reivindicá-la para si, ela se torna o centro de uma disputa mortal entre monstros, profecias e desejos impossíveis. Porque fugir de um inimigo é fácil. Difícil é fugir de um Alfa que já decidiu que você é dele. ❤️🐺

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Capítulo 1

Prólogo

Ajeito minha gravata, certificando-me de que esteja perfeitamente alinhada ao meu terno. Caminho para fora do quarto e desço as escadas calmamente. Meus olhos se voltam para a cozinha, tentados a pegar uma xícara de café, mas logo deslizam até o relógio em meu pulso. Decido ignorar o café da manhã. Mais uma vez.

Vou até o elevador e aperto o botão do subsolo, onde ficam meus carros. Meu motorista, já acostumado com o horário em que costumo sair, aguarda de pé ao lado do elevador.

— Bom dia, senhor Morrone! — Ele me cumprimenta assim que saio do elevador.

— Bom dia, Neitan. Vamos com a BMW hoje. — Digo a ele.

Ele caminha até a pequena caixa onde guarda as chaves de todos os meus carros, pega a da BMW e seguimos em direção ao veículo.

Permaneço sentado no banco de trás enquanto seguimos para uma das minhas empresas. Meu celular vibra. Pego-o rapidamente e vejo uma mensagem da minha mãe.

"Você não pode me ignorar para sempre!"

Abro um sorriso de canto antes de apagar a tela do celular sem responder.

Assim que chegamos à frente da empresa, um dos meus funcionários se aproxima, abre a porta do carro para mim e me cumprimenta:

— Bom dia, senhor Morrone!

— Bom dia! — Respondo.

Vou para dentro da empresa. Todos me cumprimentam. Respondo a alguns; para outros, apenas faço um breve aceno com a cabeça. Entro no elevador e sigo para o penúltimo andar.

Caminho pelo longo corredor e não consigo conter um discreto sorriso de lado ao encontrar o motivo de eu ter saído mais cedo de casa, deixando até mesmo de tomar café.

Isabella Still.

Minha secretária.

Internamente, sem que ela saiba, disputo com ela para ver quem chega mais cedo à minha própria empresa. Acho engraçado que, não importa o horário em que eu chegue, ela sempre esteja ali, sentada à sua mesa, com as roupas impecavelmente alinhadas, o cabelo preso em um rabo de cavalo alto e toda a atenção voltada para a tela do computador.

— Bom dia, senhorita Still! — Cumprimento assim que me aproximo.

Ela se levanta, pega um documento e um copo de café, estendendo ambos em minha direção.

— Bom dia, senhor Morrone! — Ela retribui o cumprimento. — O documento da empresa afiliada, como o senhor me pediu ontem; seu café, porque o senhor provavelmente não tomou café da manhã de novo; e sua mãe está na sua sala, esperando pelo senhor.

Impecável, como sempre, Still.

— Obrigado, querida! — Digo, em um tom carinhoso.

Ela apenas faz um leve aceno com a cabeça.

Acho curioso o fato de ela não corar quando a chamo de querida. Conheço muitas mulheres que ficariam completamente vermelhas apenas com a minha aproximação, mas Isabella permanece exatamente igual. Profissional, serena e completamente imune ao meu charme.

Entro na minha sala e encontro minha mãe sentada, aguardando por mim.

— Aí está você! Não pode me ignorar para sempre! — Ela diz.

Coloco o café e o documento sobre a mesa antes de caminhar até ela para cumprimentá-la.

— Oi, mamãe. Pela milésima vez, eu não estou ignorando você. Só tenho coisas mais sérias para fazer do que conversar sobre casamento. — Digo, beijando o topo de sua cabeça.

Ela revira os olhos.

— Esse trabalho está sugando você. Precisa encontrar alguma coisa fora das empresas para relaxar um pouco. — Diz, dramaticamente.

Vou até minha mesa e me sento na cadeira.

— E um casamento é a sua solução? — Questiono.

— Uma mulher que cuide de você e faça você parar de pensar em... você sabe, tudo isso. — Ela responde, apontando para minha sala.

Solto um suspiro.

— Está tudo bem, mãe. Eu não me sinto sobrecarregado. — Digo.

— Com licença. — Isabella entra na sala.

Isso, meu anjo da guarda... Salve-me desta conversa.

— Olá, minha querida! Você deveria ser como a Isabella. Tenho certeza de que ela consegue separar um tempo para viver fora da empresa. — Minha mãe diz, sorrindo para Isabella.

Tomo um gole do café para reunir forças contra a insistência da minha mãe.

— Desculpe, senhora Morrone, mas há uma reunião agora que precisa da atenção do seu filho. — Isabella diz, oferecendo um sorriso tímido.

Levanto-me da cadeira no mesmo instante.

— Está vendo, mãe? Preciso trabalhar. Depois teremos tempo para... essas coisas. — Falo sem convicção alguma de que um dia realmente terei tempo para isso.

Minha mãe solta um suspiro, dando-se por vencida. Vai até Isabella e segura delicadamente sua mão.

— Faça esse menino comer alguma coisa no almoço. — Ela pede.

Quase rio do pedido.

— Já reservei até o restaurante. Pode deixar. — Isabella responde com um sorriso gentil.

Minha mãe me manda um beijo e, finalmente, deixa a sala.

Aproximo-me de Isabella.

— Qual reunião? — Questiono.

— Uma reunião com os sócios das suas empresas e com o seu braço direito. — Ela responde.

Olho ao redor.

— Eu só preciso...

Antes mesmo que eu termine de falar, Isabella me interrompe.

— Aqui está. — Ela diz, estendendo o caderno de anotações que costumo usar nas reuniões.

Pego o caderno.

— Obrigado. E a minha...

Ela me corta outra vez.

— Aqui está. — Estende minha caneta em seguida. — Também já preparei a sala de reuniões e deixei o ar-condicionado regulado em vinte e cinco graus, do jeito que você gosta.

Tento conter um sorriso, mas é impossível.

— Casa comigo? — Brinco.

Ela nem sequer pensa antes de responder.

— Você quer uma cerimônia intimista ou uma grande? Para quando? Preciso verificar sua agenda para ver se há disponibilidade.

Não consigo evitar uma risada.

Abro a porta e espero que ela passe primeiro.

Entro na sala de reuniões e caminho até a cabeceira da grande mesa, sentando-me na cadeira posicionada de frente para todos.

Isabella deixa a sala por alguns segundos e logo retorna, abrindo espaço para que meus sócios entrem.

Meu irmão adotivo, James Morrone, meu braço direito, entra logo atrás deles. Como sempre, segura a mão de Isabella e deposita um beijo sobre seus dedos. E, como sempre, ela reage da mesma forma.

Revira os olhos, manda que ele pare com suas gracinhas e vá se sentar.

Abro um discreto sorriso de canto.

Pelo menos ela não é imune apenas aos meus encantos.

— Boa tarde a todos. — Cumprimento.

Isabella deixa a sala, nos deixando a sós para a reunião.

Cinco homens.

Meu irmão.

E eu.

Cada um deles representa um dos meus impérios. James é o responsável por garantir que tudo continue funcionando perfeitamente. Eu sou o centro de tudo aquilo.

— Irmão... — A voz baixa de James, sentado ao meu lado, faz com que eu me vire para ele. — Eles têm um assunto delicado para tratar com você. — Diz, estendendo o celular em minha direção.

Pego o aparelho e observo a notícia.

Uma jornalista questiona se sou gay por nunca ter sido visto ao lado de uma mulher. Até aí, pouco me importo.

O que realmente me irrita é vê-la colocar em dúvida minha competência para manter meus negócios de pé apenas porque não tenho um relacionamento estável.

Devolvo o celular a James.

— Então... o que vocês têm a dizer sobre isso? — Questiono, já irritado.

— Não é apenas a sua reputação que está em jogo, senhor Morrone... É a nossa também. — Um dos sócios responde.

— Meu irmão não é gay, se é isso que vocês querem saber. — James rebate, olhando fixamente para eles.

— Mas talvez um casamento realmente fosse bom para os negócios. Além disso, a mídia reagiria muito bem. — Outro homem comenta.

Solto uma breve risada, fazendo todos voltarem os olhos para mim.

— Vocês realmente acham que eu me importo com a mídia? Desde quando minha vida pessoal diz respeito a qualquer um de vocês? — Pergunto.

O silêncio toma conta da sala.

Ninguém ousa responder.

O homem sentado na outra ponta da mesa limpa a garganta antes de criar coragem para falar.

— Nossa intenção era apenas sugerir um casamento por contrato, senhor. Nada sério... apenas um acordo que transmitisse mais confiança ao público e fortalecesse a imagem das empresas.

James inclina-se discretamente em minha direção para que apenas eu o escute.

— Pode ser uma boa ideia. — Murmura.

Lanço um olhar para todos os sócios.

— A reunião acabou. Podem ir embora. — Ordeno.

Sem contestar, todos se levantam imediatamente e deixam a sala.

— O que quer dizer com isso? — Questiono meu irmão assim que todos deixam a sala.

Ele solta um suspiro.

— Um casamento por contrato não é uma ideia tão horrível. Já que você não quer se casar de verdade, pelo menos um casamento assim não exigiria nada de nenhum dos dois. Bastaria manter o acordo de pé. — Ele explica.

Aceno lentamente com a cabeça.

Isso também acalmaria minha mãe... sem que ela jamais soubesse que se trata apenas de um casamento por contrato.

— Tudo bem. Mas onde vou encontrar alguém que não envolva sentimentos nisso? — Questiono.

Uma batida suave ecoa na porta.

— Com licença. — Isabella surge com um discreto sorriso nos lábios.

— Senhor, só para lembrá-lo de que, daqui a trinta minutos, o senhor precisa fazer uma ligação para o gerente de uma das empresas afiliadas. — Ela informa.

Assim que termina de falar, volta a fechar a porta.

Uma ideia surge em minha mente.

James acompanha meu olhar, um sorriso lentamente se formando em seu rosto.

— Não sei você, mas acho que acabou de encontrar a garota. — Diz.

Mordo o lábio inferior, imaginando qual será a reação de Isabella quando eu aparecer com essa proposta.

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