Mundo ficciónIniciar sesiónEm “Destinos entrelaçados”, mergulhe em um universo onde o romance e o mundo dos negócios colidem, criando uma trama arrebatadora repleta de dilemas, intrigas e paixões proibidas. Isabella Grayson, uma renomada CEO da "Nexus Solutions", vê sua vida transformar-se em uma encruzilhada quando a parceria com o enigmático Enzo Castro desencadeia uma química arrebatadora. Enquanto o projeto "QuantumNex" promete revolucionar o cenário tecnológico, as barreiras entre o profissional e o pessoal começam a desmoronar. No epicentro dessa trama intensa, Isabella enfrenta não apenas a rivalidade nos corredores da empresa, mas também dilemas pessoais avassaladores. A relação tumultuada com o seu possessivo noivo Roberto, herdeiro dos Navarros, e a astúcia manipuladora de sua irmã, Aurora, jogam Isabella em um jogo perigoso onde cada escolha tem consequências. À medida que os segredos nos corredores da "Nexus Solutions" se desenrolam, Isabella se vê envolta em uma rede de intrigas empresariais, rivalidades familiares e paixões proibidas. O jantar com os Carvalhos, seus rivais de décadas, se torna um campo de batalha, onde alianças são testadas, e a determinação de Isabella em manter a integridade da empresa é posta à prova. Neste romance eletrizante, as linhas entre o amor e os negócios tornam-se cada vez mais tênues. O que acontecerá quando as paixões incontroláveis colidirem com os interesses empresariais? Em “Destinos entrelaçados”, prepare-se para uma montanha-russa de emoções, reviravoltas inesperadas e uma narrativa que desafia as fronteiras do coração e da ambição.
Leer más"Diz a lenda que o Rei Lycaon, na Grécia Antiga era fervorosamente devoto à Zeus, construindo para ele um templo na cidade de Arcádia e em homenagem ao deus, realizava sacrifícios humanos. Zeus, quis saber se isso era mesmo verdade e então disfarçou-se de peregrino. Mesmo os súditos de Lycaon desconfiando que o visitante era um deus, convidou-o para um banquete, servindo à ele carne de suas vítimas.
Zeus, enfurecido, transformou Lycaon em uma besta, e foi assim que surgiu o primeiro lobisomem."
Nada é comum em Helltown. Foi o que Ayla ouviu assim que chegou com sua família na cidade pacata e tranquila escolhida pelo pai, e que segundo a mãe ira ajudá-la a entrar nos eixos. Sem os amigos, e a influência negativa e distrações de uma cidade grande. Ayla ouviu nos dias anteriores a mudança, que uma cidade do interior, com outros valores e algumas regras, ela voltaria a ser a garota que era antes de Ash Daniels. Ou como eles costumavam sussurrar quando não queriam que ela ouvisse, o maldito Ash. Mas, Ayla ouvia. Do seu quarto no andar de cima, por entre paredes e enquanto a lenha queimava na lareira da casa vizinha, e a criança chorando por estar de castigo na rua de trás. Ela sentia o cheiro da embalagem da pizza na lixeira da casa da frente e o perfume masculino no lenço que sua mãe usava, não era do seu pai, ela sabia. E ainda sentia o primeiro tênue odor da morte, quando os olhos de Ash ficaram turvos e ele se foi.
– Ayla – ouviu a voz da mãe e um leve sacudir enquanto ela segurava seu braço como se estivesse despertando-a de lembranças, talvez as últimas do que deixara para trás – vamos, me ajude com as caixas menores.
Concordou silenciosa, afastando Ash dos seus pensamentos. Ajeitou o capuz do casaco sobre a cabeça, e depois pegou no bolso um chiclete de melancia, depois de algumas horas de viagem, acreditava não ser a visão mais perfeita da “garota nova”, mas tinha a impressão que o cara da voz bonita que falava com seu pai naquele instante não ligaria para o fato que esteve sem dormir nos últimos dias, e tudo o que precisava assim que entrasse em casa era de café.
Achou-o bonito naquele uniforme de xerife, apesar de parecer muito jovem para o cargo, os cabelos bem cortados, uma covinha suave no queixo e olhos cor de tormenta. Alto, atlético, e com um cheiro que fez Ayla perceber que nunca havia sentido nada parecido. Era intenso, cinzas, sangue, caramelo e algo para que seus sentidos não pareciam treinados. Era indescritível e oculto, como se algo sombrio e cruel se escondesse bem ali, dos seus olhos e do seu nariz, e dos seus ouvidos pois quando ele lhe estendeu a mão, ao segurá-la por um momento, pode ouvir que seu coração batia normalmente.
– Mason Field – ele sorriu, os dentes brancos imaculados, e a boca perigosamente contorceu-se em um sorriso de canto, Ayla sentiu um calafrio, como quando Ash abriu os braços, a beira do terraço onde sua família vivia, era como se a morte estivesse bem a sua frente.
– Ayla Greenwood – ela disse, nenhum sorriso, apenas o calor da mão de Mason ainda formigando na sua como um aviso para ficar longe dele.
– Ayla vai estudar no St. Anna College, estamos todos muito animados com a mudança – Rose perguntou, os olhos brilhantes, arrumando o cabelo loiro enquanto inclinava o rosto de maneira charmosa, fazendo Ayla se perguntar se a mãe queria mesmo fazer aquele papel ridículo.
– A senhorita vai gostar de lá, é uma excelente escola – sua voz soou quase condescendente, como se lidasse com uma criança.
– Eu já começo a gostar daqui – disse Aidan, o pai de Ayla – grato xerife, pela acolhida.
– E lembre-se, Sr. Greenwood, se precisar de mim, pode me achar nos contatos que dei ao senhor, na delegacia – ele falou virando-se ligeiramente para sua direita – ou na casa ao lado.
O mar estava calmo, não completamente parado, mas em movimento suficiente para lembrar que nada realmente para, as ondas vinham e voltavam com um ritmo que não pedia atenção, só existia, constante, repetido, inevitável. O vento soprava leve, encostando no rosto de Isabella, levantando alguns fios do cabelo e levando embora o que estivesse solto demais para ficar, a areia fria sob os pés descalços afundava levemente a cada pequeno ajuste de peso, firme, presente.Os sapatos ficaram mais atrás, esquecidos sem esforço, como tantas outras coisas que ela tinha deixado para trás sem perceber o momento exato. A água tocava seus pés e recuava, voltava e recuava de novo, sem pressa, sem insistência, apenas repetindo um movimento que não precisava ser pensado.Isabella mantinha o olhar no horizonte, mas não buscava nada ali, não havia resposta esperando, não havia expectativa escondida, ela apenas olhava, como quem tenta entender o que ainda resta quando tudo que precisava acontecer… já acontec
Enzo não respondeu com palavras, primeiro o olhar dele desceu por um segundo para a boca dela e voltou, e dessa vez ele não esperou mais, deu o último passo e segurou o rosto dela com uma das mãos, o toque firme, quente, puxando-a levemente para si.O beijo veio direto, sem hesitação, sem ensaio, e por um segundo Isabella não reagiu, o corpo rígido, o ar preso, mas então os dedos dela subiram, encontraram a camisa dele, seguraram o tecido com força, e o corpo cedeu, a resposta veio no movimento, no jeito que ela não recuou.O beijo não foi suave, foi contido, cheio de tudo que ainda não tinha sido resolvido, os lábios pressionando com mais intensidade do que delicadeza, como se cada segundo ali precisasse dizer alguma coisa.Enzo deslizou a mão pela lateral do rosto dela até a nuca, puxando-a mais perto, e Isabella respondeu, os dedos subindo pelo braço dele, segurando, sentindo, como se precisasse confirmar que ele ainda estava ali.Quando o beijo quebrou, o ar veio mais pesado para
A sala do conselho não parecia a mesma, o espaço continuava amplo, elegante, imponente, a mesa longa refletindo a luz fria do teto, as cadeiras alinhadas como sempre estiveram, mas havia falhas ali que não existiam antes, lugares vazios que não seriam mais ocupados, outros preenchidos por rostos novos que ainda não tinham aprendido a sustentar aquele ambiente. O silêncio era o mesmo, mas o significado tinha mudado, não era mais o silêncio de quem esconde, era o de quem espera.Isabella entrou sem anúncio, sem alguém abrindo a porta por ela, sem formalidade, o som do salto ecoou firme no piso e os olhares se voltaram ao mesmo tempo, não havia mais avaliação, ninguém ali tentava medir força, nem calcular reação, havia expectativa, direta, sem disfarce. Ela atravessou a sala sem diminuir o ritmo e não olhou para nenhum rosto específico, mas sentiu todos, como uma presença constante ao redor.Chegou à cabeceira da mesa e puxou a cadeira, o som leve do móvel raspando no chão pareceu mais a
O escritório estava quieto, não vazio, quieto de um jeito que ocupava espaço, como se o som tivesse sido puxado para fora dali e deixado só o que restava depois. Isabella continuava sentada, o corpo mais solto do que antes, os ombros já não tão rígidos, mas ainda sustentando alguma coisa que não tinha ido embora, o olhar não estava na tela do notebook nem na janela, estava parado em um ponto que não existia, como se estivesse tentando organizar algo que ainda não encaixava.Camila tinha saído há pouco, sem aviso, sem despedida, apenas levantou, fechou o notebook e foi, como sempre fazia quando entendia que já não era mais o lugar dela ali, a porta se fechou com um clique leve, quase discreto demais para marcar saída, e depois disso o silêncio ficou inteiro, sem interrupção, sem distração. Isabella percebeu quando o som cessou, quando o espaço mudou, quando ficou só ela e o que ainda estava ali dentro.Enzo não se moveu imediatamente, permaneceu de pé perto da janela, o corpo alinhado,





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