Passaram-se semanas desde que queimei os papéis. O silêncio que se seguiu foi mais difícil do que a raiva que me consumia antes. Nenhuma resposta de Isabella. Nenhuma mensagem. Nada além da ausência.
Mariana ligava quase todos os dias.
— Ela está estável, mas não quer falar com você ainda — dizia com voz cautelosa. — O bebê está se desenvolvendo. Mas ela... ela ainda sangra por dentro.
Outra vez:
— Ela acordou chorando essa noite. Sonhou com o pai. Sonhou com você. Não fala, mas carrega tudo no