A sentença ainda ecoava dentro dela como uma maldição. Nos dias seguintes ao julgamento, Isabella mal comia, mal dormia. Andava pela cidade com os olhos perdidos, como se buscasse entender onde tudo desmoronou. E eu estava lá, ao lado, observando cada rachadura.
Foi então que lancei a isca final.
— Vem comigo — disse, certo de que ela estava pronta para dizer sim a qualquer coisa que a fizesse esquecer.
— Para onde? — ela perguntou, com a voz fraca, o olhar baixo.
— Para um lugar onde o mundo