A madrugada era um manto pesado sobre o hospital. As luzes frias, os corredores silenciosos, o cheiro de éter. Eu fiquei ali, ao lado dela, como um condenado aguardando sentença. O tempo parecia ter parado, mas o bip do monitor insistia em me lembrar que algo ainda pulsava. Que havia vida.
Isabella dormia. O rosto pálido, os cabelos espalhados no travesseiro, a testa levemente suada. Os médicos disseram que a situação era estável — por enquanto. Mas qualquer emoção mais forte poderia reverter t