A casa está em silêncio. Brenda dorme, a televisão está desligada e Clara recolhe as canecas do chá com passos leves.
Eu estou na poltrona da sala, o caderno azul fechado sobre o colo, os olhos fixos no teto como se ali estivessem escritas respostas que ainda não sei formular.
Desde que voltei, minha mente é um campo de batalha entre o passado e o que ainda não sei chamar de futuro.
E Clara ela se move nesse espaço entre os escombros com uma leveza que me desconcerta.
Não é invasiva. Não exig