A manhã começou tranquila. Brenda brincava com blocos no tapete da sala, Clara preparava café e eu tentava escrever mais uma página do caderno azul.
As palavras fluíam lentamente, mas vinham.
Pela primeira vez em muito tempo, não senti necessidade de perfeição.
Escrever para Brenda não exigia grandes viradas, nem metáforas mirabolantes.
Apenas verdade.
O som da campainha interrompeu o ritmo suave da casa.
Clara levantou para atender.
Ouvi a porta abrir, vozes abafadas e, em seguida, um si