A noite cai devagar sobre a casa. As janelas entreabertas deixam entrar um vento fresco que movimenta as cortinas como véus esvoaçantes.
Clara prepara um chá na cozinha, enquanto Brenda, já de pijama, assiste um desenho no sofá. Eu estou no que transformamos em escritório.
As estantes ainda estão no lugar. Meus livros, agora cobertos por uma fina camada de poeira, repousam como testemunhas silenciosas de quem fui dentro de uma caixa.
O computador antigo está desligado. Uma poltrona de couro,