Foi na metade do discurso do segundo sócio.
Eu estava ao lado de Gabriel, uma taça de champanhe na mão, o sorriso colado no rosto.
Vi a enfermeira se levantar. Vi ela se inclinar sobre minha mãe. Vi minha mãe balançar a cabeça. Dizer que estava bem.
A enfermeira não sentou de volta. Ela ficou ali. Em pé. Observando.
Meu coração acelerou.
— Gabriel — sussurrei.
— O quê? — ele respondeu, sem tirar os olhos do sócio que falava.
— Minha mãe. Alguma coisa está errada.
Ele olhou na direção dela.
— El