GABRIEL
A festa não parou quando ela foi embora.
Isso me surpreendeu. Ou talvez não. Talvez eu já soubesse que nada para por causa de ninguém. O champanhe continua sendo servido. O violoncelista continua tocando. Os convidados continuam rindo, dançando, comendo, bebendo — como se a noiva não tivesse saído correndo com o vestido manchado e os olhos cheios de lágrimas.
Fiquei no centro do salão. A taça na mão. Os olhos fixos na porta do elevador.
O peso do champanhe era leve. O peso da aliança no