Eu não sabia o que estava fazendo.
Só sabia que, se parasse, a tempestade lá fora ia me engolir inteira.
O trovão estourou tão perto que o vidro da janela tremeu. Meu corpo inteiro estremeceu junto. Foi instinto puro: agarrei o rosto dele e o beijei para calar o medo.
E o beijo... Deus, o beijo dele era fome.
Língua quente, exigente, invadindo minha boca como se já fosse dono dela. Dentes mordendo meu lábio inferior, puxando, sugando. As mãos grandes dele espalmadas nas minhas costas, descendo