O táxi parou em frente ao prédio da cobertura.
O céu já estava escuro. A cidade brilhava lá embaixo. As luzes dos prédios, dos carros, das pessoas que ainda não tinham ido dormir.
Eu olhei para cima. Para o andar mais alto. Para as janelas iluminadas.
A festa ainda está acontecendo.
Respirei fundo. Paguei o motorista. Saí do carro.
O vestido de noiva estava amassado. Manchas de champanhe. Manchas de lágrimas. O véu torto. O colar sem pérolas.
Eu não me importava. Só queria que aquilo acabasse.