Capítulo 35 — Santa Clara, Amanhecer
O porto de Santa Clara acordava devagar, como um animal imenso que se estica após o sono. A bruma do amanhecer ainda cobria parte das águas, deixando os mastros dos navios parecendo lanças que atravessavam o céu pálido. O ar estava carregado de sal, peixe fresco e ferrugem — uma mistura áspera, que não combinava com a elegância dos passos de Rafael, ajustando o casaco enquanto atravessava o calçamento irregular de pedra.
Ele se deteve diante de uma pilha