Era o segundo dia dela na casa de Dante Marroquín. Pela manhã, ajudou Luz a se arrumar para a escola, acompanhou-a de carro até o colégio e, ao voltar para casa, limpou o quarto da menina — que estava um verdadeiro caos. No meio da manhã, estava sem o que fazer e entediada, então se deu conta de que não havia falado com Samara, nem sequer avisado que estava trabalhando para Marroquín.
Correu para buscar a mochila. Dentro dela estava seu caderno, um novo; o antigo, no qual vinha escrevendo há tanto tempo, estava perdido para sempre. Remexeu a mochila e percebeu que ela estava cheia do dinheiro que a irmã Marilda lhe havia dado ao se despedir. O número de Samara estava anotado em um pequeno pedaço de papel.
— Meu Deus! Achei que a próxima vez que ouviria falar de você seria no noticiário. Pensei que estivesse morta, que te encontrariam nua em uma vala.
— Que coisas horríveis você diz, Samara!
— Desculpa, desculpa… mas você pode me dizer onde diabos está?
— Na casa do seu chefe — respond