Dante Marroquin despertou com o som do celular. Esfregou os olhos antes de pegar o aparelho na mesa de cabeceira e, ao ver o nome na tela, revirou os olhos; Samara. Não entendia como uma pessoa podia ser tão inconveniente e irritante.
— O que você quer? — ignorou qualquer cumprimento.
— Que você apareça na própria festa. Isso seria ótimo — respondeu ela. Ao ouvi-la, Dante afastou o celular do ouvido para ver a hora; eram nove e meia. A festa tinha começado às oito. Ele encerrou a ligação e voltou a se deitar, jogou o telefone para o lado e ficou olhando para o teto por alguns minutos.
Precisava ir àquela festa. A imprensa estaria lá e vários contratos de escritores publicados por ele incluíam promoção direta de sua parte em eventos como o aniversário da editora. Já havia enfrentado alguns processos por descumprimento no ano anterior e não queria passar por isso outra vez. Ele transformava completos desconhecidos em autores aclamados pelo público, e os malditos não hesitavam em apunhal