Alana levantou-se de um salto ao ver Sharon sair do elevador e caminhou até ela a passos largos; quase correu. O lobby era muito amplo, todas as paredes eram brancas, impecáveis como o teto. Dele pendiam lustres que pareciam feitos de milhões de pequenos cristais, cujo brilho se refletia nas placas pretas do piso, como estrelas cintilantes.
Ela havia visto Sharon naquela mesma manhã, ainda assim Alana não conseguiu conter a emoção; tinha a impressão de estar vendo um anjo, podia até jurar que havia um halo de luz ao seu redor. Abraçou-a com força, como se fosse um colete salva-vidas ao qual tentava se agarrar; naquele momento, Sharon era exatamente isso: um salva-vidas em pleno mar aberto. Precisava ver um rosto familiar entre tantos rostos de um mundo desconhecido e estranho no qual fora lançada. O rosto de Dante Alexandre Marroquín já lhe era conhecido, mas não contava, pois ele próprio fazia parte do perigo que a rondava.
Durante todo o tempo de espera, ponderou a possibilidade de