Rafael fez um grande esforço para parar de olhar para a jovem e para tirar o rosto dela da cabeça.
— Espere aqui — indicou Dante à moça quando voltaram à recepção — Samara desce em um instante.
Eles entraram no elevador. Rafael ainda estava envergonhado com Dante Alexandre pela reação que tivera mais cedo, no convento. Mas, além da vergonha, sentia medo de que o irmão desconfiasse de algo e começasse a investigar.
Dante sempre fora teimoso; quando o bichinho da curiosidade o picava, ele não largava uma teoria, uma ideia, um plano. Quando se fixava em algo, era difícil fazê-lo desistir. Para Rafael, era justamente isso que tinha levado o irmão a subir tanto na carreira — uma carreira que, em sua opinião, era entediante e pouco lucrativa. Ainda assim, Dante havia construído um império do nada.
— E a Luz, como está? — perguntou Rafael apenas para puxar conversa. Ele odiava silêncios constrangedores… quem não odiava?
— De saúde está bem. Da cabeça… acho que está possuída pelo fantasma de