O som dos motores do jato particular rugia como um trovão engarrafado no céu escuro e gelado. Dentro da cabine silenciosa, o único ruído era o do relógio no pulso de Giovanni, marcando segundos que pareciam pesados demais.
Giovanni estava sentado com os punhos cerrados sobre os joelhos, os olhos fixos no vazio à frente. Nenhuma paisagem além da escuridão do céu noturno podia distraí-lo. Pela primeira vez em muito, muito tempo… ele sentia medo.
Medo real.
Não era o medo da morte. Ele já tinha de