Dois meses haviam se passado.
O inverno no Canadá começava a se despedir, mas a paisagem ainda exibia resquícios de neve sobre os telhados e calçadas. As árvores permaneciam nuas, mas a promessa da primavera já se insinuava no cheiro do ar, nos dias que amanheciam mais cedo e nos primeiros brotos que se atreviam a nascer.
Sophia caminhava devagar pela calçada em frente ao consultório obstétrico, com uma das mãos sobre a barriga que agora se pronunciava com orgulho e beleza. Vestia um sobretudo