A manhã amanheceu vestida de cinza.
Não era apenas o céu que carregava nuvens pesadas, era o dia inteiro, o ar, a alma de Sophia. Pela janela do quarto, ela observava as árvores balançando suavemente, as folhas molhadas pelo sereno da madrugada. O mundo parecia se mover em câmera lenta, como se a cidade inteira soubesse que, naquela casa, havia uma despedida doída acontecendo.
As malas já estavam prontas. Encostadas no canto do quarto, como sentinelas silenciosas da nova vida que começaria a pa