O céu da madrugada ainda escurecia as janelas amplas da cobertura quando Giovanni voltou. O terno impecável já estava jogado sobre a poltrona, a camisa aberta no peito, a gravata esquecida no chão. O cheiro do Black Room ainda pairava sobre sua pele: couro, perfume alheio, luxúria e vazio.
Ele caminhava como uma sombra, os passos descalços silenciosos sobre o mármore frio. No bar, encheu um copo com uísque até a borda e o bebeu em dois goles. Não havia saciedade. Nem alívio. Só o gosto amargo q