Escuto um farfalhar sutil entre as folhas e, ao erguer a cabeça, vejo Leonardo a poucos passos de mim.
Volto a abaixar o olhar, tentando esconder os olhos que provavelmente estão vermelhos.
Ele se aproxima devagar, sem pressa, e se senta ao meu lado.
O silêncio se instala, um silêncio pesado, que só é quebrado pelo sussurrar dos insetos noturnos e pelo fungar contido do meu choro.
Ele não me pressiona, não fala. Apenas fica ali, me fazendo companhia, como se isso fosse o suficiente.
E, nes