— Você está bem?
Harumi estava agachada junto à porta do quarto, os joelhos quase tocando o chão. Os cabelos negros caíam como uma cortina ao redor do rosto, escondendo suas expressões.
Estava recolhendo, com dedos cuidadosos, os cacos espalhados de um vaso de porcelana quebrado.
Observei seus movimentos. Havia uma delicadeza tensa em seus gestos. Cada toque nos fragmentos parecia uma súplica silenciosa para não ser repreendida.
— Esbarrei sem querer.
Aproximei-me devagar, sem fazer movimentos