— Não vou descontar minha raiva em você. — Long puxa a cadeira enferrujada no canto e se senta.
Apoia os cotovelos nos joelhos, as mãos entrelaçadas, e fixa o olhar no chão. Seus olhos parecem vazios, como se estivessem presos em alguma lembrança distante.
— Ela quase morreu hoje… — diz, a voz embargada. — Se eu não tivesse ido procurá-la naquele quarto maldito, seria tarde demais.
Franzi a testa, cruzando os braços. Dou um passo em sua direção, tentando compreender a súbita mudança em seu humo