Acordei como se estivesse tentando escapar do inferno, meu corpo doía miseravelmente e minha cabeça parecia mais uma bomba-relógio prestes a explodir.
Eu não conhecia bem o lugar onde estava.
Parecia um cubículo apertado, escuro, feito de pedra bruta, com marcas antigas de infiltração nas paredes e umidade que grudava na pele como suor frio.
Não havia janela. O teto era baixo, sustentado por vigas de madeira. Um armário antigo, meio empenado, descansava num dos cantos. Havia uma cama improvisad