Capítulo 34, Odiava a mim mesmo.
(Eduardo)
Odiava a mim mesmo.
Cada vez que fechava os olhos, a cena da noite anterior voltava com força avassaladora, como se minha mente tivesse prazer em me torturar. A lembrança vinha em detalhes: os lábios dela se moldando aos meus, macios e ardentes, o calor do corpo se entregando sem resistência, como se eu fosse um porto seguro. Como se eu tivesse o poder de protegê-la do mundo.
Mas eu não era porto seguro. Nunca fui. E saber disso me incendiava e, ao mesmo tempo, me dilacerava.
Passei a