(Eduardo Duarte Galvão)
Voltar ao Brasil deveria me trazer paz. O conhecido cheiro do escritório, o peso das responsabilidades, as pilhas de relatórios e contratos — tudo isso sempre funcionou como um antídoto para distrair minha mente dos fantasmas. Mas, dessa vez, não funcionou.
Desde o momento em que o avião pousou em solo brasileiro, algo em mim não se calava. Era a imagem de Lua, exausta, mas com aquele olhar firme que parecia sempre me desafiar. Era a lembrança de Sol, com sua voz infanti