— Visão de Amber
Voltar é diferente quando a casa já não está vazia.
O carro parou em frente ao portão e, antes mesmo de eu abrir a porta, ouvi risadas. Não eram altas. Eram aquelas risadas infantis que vêm misturadas com bagunça, cansaço e vida acontecendo ao mesmo tempo. Meu coração reagiu antes da razão.
Victor estava ali.
Henry apertou minha mão.
— Eles estão bem — ele disse, como se lesse meu medo antes mesmo que eu o formulasse.
Respirei fundo antes de entrar. O fim de semana tinha sido um presente — raro, necessário, quase irreal. Dois dias longe de alarmes, de horários rígidos, de noites mal dormidas. Dois dias sendo apenas mulher e esposa, não apenas mãe e sobrevivente.
Mas agora… agora eu voltava para o papel que nunca deixei de ser.
A porta se abriu e Sol foi a primeira a aparecer, o cabelo completamente fora do lugar e um sorriso orgulhoso demais para alguém de seis anos.
— TIA AMBEEEEEER! — ela gritou. — A GENTE CUIDOU DO VICTO!
Lua surgiu logo atrás, com aquele olhar can