Kaíque
Tem hora que a vida cobra. Mas não cobra com boleto. Cobra com sangue. Com alma. Com passado jogado na cara como tapa. Hoje, irmão… hoje eu acordei sabendo que a conta ia bater. E bateu. Bateu no olhar da Lorena, ali, calada, segurando o medo no peito e o amor nos olhos. Aquela casa pequena, que por uns dias foi abrigo, hoje parecia um túmulo. E o silêncio, esse maldito silêncio… gritava mais alto que tiro.
Eu tentei. Tentei virar homem de verdade. Largar o crime, largar a vida torta, la