Laís
O dia seguinte à roda cultural começou como um reflexo do eco que ela provocou. No mercado, uma senhora me parou no corredor para elogiar: — Você falou bonito no vídeo, menina. A gente precisa de mais gente assim. — Sorri, agradeci. Mas, logo depois, outro cliente me lançou um olhar desconfiado e cochichou com o caixa. Era como se eu tivesse me tornado um rosto conhecido, amado por uns, questionado por outros. O peso disso era novo, e me deixava dividida entre orgulho e receio.
Na ONG, o c