Laís
A rotina da ONG parecia ter virado um vendaval. Todos os dias alguém batia à porta: professores pedindo novas parcerias, mães querendo matricular filhos, jovens oferecendo oficinas de música, teatro, esportes. Até políticos apareciam com sorriso pronto e mão estendida. Gabriela comentou, meio rindo, meio exausta: — A agenda já não cabe em uma semana. Vamos ter que inventar um oitavo dia.
— Oitavo dia? — Rafaela levantou os olhos da planilha, com olheiras cúmplices. — Só se for pra dormir.