Laís
Na manhã seguinte ao círculo, a praça ainda parecia ecoar no corpo. Não eram só as palmas ou os abraços, mas a sensação de que a cidade havia se reconhecido em nós. Quando cheguei à ONG, a sala estava lotada: professores trazendo convites, líderes de bairro pedindo reuniões, artistas oferecendo oficinas. O corredor cheirava a café e papel recém-impresso, e a energia era quase caótica.
Lucas equilibrava uma pilha de pastas, Rafaela digitava sem parar numa planilha, e Gabriela, rindo alto