Laís
O sábado amanheceu com cheiro de grama molhada e som de caixas sendo descarregadas no quintal da ONG. O espaço se transformava em palco: bandeirinhas discretas, mesas alinhadas, um telão improvisado no fundo. Eu tentava sorrir para os voluntários, mas por dentro meu estômago revirava. Era dia de festa da ONG — e eu tinha de falar diante de toda a cidade.
Gabriela me cutucou, entregando um copo de suco.
— Três minutos, lembra? Não é vestibular. — Ela riu.
Rafaela completou: — E se errar,