Laís
A madrugada parecia maior do que qualquer praça cheia de aplausos. O silêncio do quarto pesava mais do que o barulho da festa do dia anterior. Eu me virava na cama, inquieta, o coração ainda acelerado. Peguei o caderno da mesa de cabeceira e, na penumbra, rabisquei frases soltas:
“E se nada disso durar?”
“E se ele cansar de mim?”
“E se eu não for tão forte quanto pareço?”
As palavras pareciam gritar de volta. Suspirei e fechei os olhos, mas não havia descanso. O eco da mensagem de Clar