Laís
Eu prometi silêncio ao sábado, mas às cinco e quatorze o celular vibrou. A mensagem piscou na tela com o apelido que só ele usa pra mim: “vem ver o dia nascer? Café incluso. Ponto de sempre”. Sorri de um jeito que acorda o corpo. O “ponto de sempre” é a trilha da nascente que a gente ajudou a desentupir, onde o mato já abraça outra vez a água que volta, e a água responde com o barulhinho de vida. Vesti moletom, prendi o cabelo no coque torto que ele adora e saí pisando o frio das pedras da