O café da manhã parecia uma armadilha silenciosa. Isadora atravessou o salão de jantar sentindo olhares atravessarem sua pele como pequenos cortes invisíveis. Cochichos abafados flutuavam no ar, misturados ao tilintar distante da prataria. As cabeças se inclinavam sobre celulares, e o peso dos julgamentos a seguia a cada passo, como lâminas prestes a abrir novas feridas.
Sentada à mesa, com Dona Benedetta à frente, o silêncio era cortante. A matriarca nem precisou falar — apenas fez um gesto co