A chuva desabava com violência sobre o para-brisa, e os limpadores não davam conta de varrer a água. Liguei o farol alto, mas a visibilidade continuava péssima. O barro da estrada cobria os pneus e fazia o carro perder o controle a cada tentativa de avançar.
O motor rangeu quando tentei acelerar de novo, e dessa vez não houve aviso: o carro escorregou para o lado e, com um solavanco seco, parou atravessado na estrada. Travei o volante com força, o coração martelando no peito. A frente do carro