Tirei as luvas de montaria enquanto subia as escadas para o andar de cima. Meus dedos estavam rígidos do esforço e do frio, e a poeira do campo grudava nas roupas como se fizesse parte de mim. Passei boa parte da tarde cavalgando — algo novo, inesperado. Descobri que havia prazer em deixar o corpo guiar e a mente silenciar. Cavalgar estava me ajudando a respirar com menos peso, a pensar com menos dor. Mas agora, cada músculo doía. E a paz que eu tinha conquistado ali fora começava a se esvair.