Meus olhos ardiam, mas não de sono. Ainda me sentia gelada por dentro, mesmo depois do banho quente, das roupas secas e das toalhas macias da Lena. Era como se a chuva tivesse atravessado a pele, como se tivesse me lavado por fora, mas não levado nada do que realmente doía.
Eu tinha voltado. Eu tinha conseguido. Ninguém veio me buscar. Ninguém me salvou. E pela primeira vez, isso não me doeu do jeito de sempre. Doeu de outro jeito. Doeu com uma clareza que machuca mais: eu precisava aprender