Ele não saiu quando a porta fechou atrás dele no final da discussão anterior. Ficou ali, a poucos passos de mim, como se o próprio corpo estivesse indeciso entre atravessar o corredor ou voltar para onde eu estava. O telefone ainda vibrava sobre a mesa, insistente, lembrando que o mundo lá fora estava em movimento, mas a tensão que se acumulava entre nós era mais imediata do que qualquer ameaça externa, mais urgente do que qualquer plano estratégico. Ele passou a mão pelo rosto, mas o gesto não