O trajeto de volta foi silencioso, mas não de um jeito confortável, não daquele silêncio que surge quando já não há nada por dizer, era um silêncio mais pesado, mais cheio, como se o carro estivesse carregando tudo aquilo que nós dois estávamos evitando verbalizar e que, ainda assim, ocupava espaço entre nós, pressionando, preenchendo cada intervalo entre um movimento e outro, entre uma respiração e a seguinte.
Matteo não olhou para mim uma única vez durante todo o caminho, manteve o corpo inc