Eu estava sentada no sofá baixo da sala menor da ala leste quando a casa começou a despertar outra vez. Não era manhã ainda, mas também não era mais madrugada. Aquele momento estranho em que o céu ainda está escuro, mas a noite já não tem o mesmo peso.
A luz amarela do abajur era a única iluminação do espaço. O resto da mansão permanecia mergulhado naquela penumbra silenciosa que sempre acompanha as horas mais quietas da madrugada.
Eu estava escrevendo.
Ou pelo menos tentando.
Os cadernos estav