O escritório estava com a luz acesa, não muita, apenas o suficiente para afastar a escuridão, criando sombras nos cantos e deixando o espaço mais fechado do que realmente era, como se até ali o silêncio tivesse peso.
A porta estava entreaberta e eu empurrei sem bater.
Ele estava lá, encostado à mesa, mangas arregaçadas, a camisa aberta no colarinho, um copo na mão que ele não estava a beber, apenas a segurar, enquanto os papéis espalhados à sua frente ficavam ignorados, como se nada ali fosse