Acordei com a sensação de que o corpo não me pertencia por inteiro.
Primeiro veio o frio, um frio interno, químico, que não vinha do ambiente. Depois, o peso estranho no braço esquerdo. Abri os olhos devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse rasgar algo que ainda estava mal colado dentro de mim.
O quarto era o meu.
Reconheci antes mesmo de focar totalmente a visão. As cortinas claras, a luz filtrada da manhã, o silêncio controlado da mansão que nunca era silêncio de verdade. O cheir