Não sei quanto tempo passou.
A noção de horas se dissolveu em algum ponto entre a pressão constante da venda contra os meus olhos e o peso das amarras prendendo meu corpo àquela cadeira. O tempo deixou de funcionar como medida e passou a existir apenas como sensação, uma sucessão confusa de desconfortos físicos e espera.
Respirar virou um ato consciente.
Inspirar. Expirar. Controlar.
O frio se instalou primeiro nos pés, depois subiu devagar pelas pernas, pelas mãos, pelos braços, como se o