O quarto ainda cheirava a sal e suor.
A brisa invadia pelas frestas da varanda, arrastando com ela a lembrança da noite passada, um rastro de gemidos, promessas sussurradas e o tipo de entrega que não se ensina, só se vive.
Anyellen despertou devagar, como quem renasce.
A pele nua tocava os lençóis brancos.
O corpo ainda latejava, um cansaço bom, um cansaço de quem foi amada sem pressa, sem medo, sem reservas.
Ela virou o rosto e encontrou Miguel observando.
— Você me olha como se eu fosse um