A luz do sol entrava pelas frestas da janela do quarto, desenhando linhas suaves sobre o rosto de Clara. Lentamente, seus olhos se abriram, ainda embaçados pela suavidade do sono. O relógio digital no criado-mudo piscava 8h17. Um frio inesperado percorreu sua espinha.
“Estou atrasada.”
A mente ainda vagava pelas lembranças do dia anterior — os olhos de Augusto, o livro apertado contra o peito, a sensação de algo novo germinando em seu peito. Mas o relógio não esperava sentimentos.
Com movimentos