O quarto estava escuro.
Não acendi a luz. Não precisei. A claridade da lua entrava pelas janelas enormes, desenhando sombras prateadas no chão de madeira. O silêncio era pesado, mas eu não conseguia ouvir ele. Só os meus pensamentos.
O beijo.
O corpo dele contra o meu.
As mãos dele.
A boca dele.
As palavras dele.
Dessa vez não foi por distração.
Fechei os olhos. Apertei os punhos. Tentei não pensar. Tentei não sentir.
Não funcionava.
Apoiei a testa no vidro frio da janela. A mansão lá embaixo,