A mão pesada de Victor continuava entrelaçada à minha, a palma quente trazendo um contraste reconfortante contra a minha pele ainda fria. O bip do monitor cardíaco preenchia o quarto em um ritmo finalmente constante, um som que nas últimas horas fora o meu único ponto de apego ao mundo real. Eu observava os detalhes do seu rosto, a sombra da barba por fazer, a palidez que aos poucos cedia lugar à sua cor natural, e me permitia, pela primeira vez no dia, soltar o ar que parecia preso no meu peit